Adoro plantas, mas moro em apartamento. E agora?

Plantas em interiores melhoram a qualidade do ar, gerando oxigênio, absorvendo gases poluidores existentes e elevam a umidade do ambiente. Além disso, têm um efeito relaxante sobre as pessoas.

Mas plantas não vivem sem luz!

A primeira coisa que devemos pensar quando escolhemos plantas para interiores é a quantidade de luz que cada espécie precisa. Nesse sentido as plantas são classificadas em:

Plantas de sol pleno: precisam de 7 horas ou mais de sol direto por dia.

Plantas de meia sombra: precisam pelo menos de 4 horas de sol direto por dia.

Plantas de sombra: aceitam de 1 a 2 horas de sol direto por dia.

Plantas de luz difusa: não precisam de sol direto, mas sim de ambiente extremamente claros.

Como o sol não entra em nossos apartamentos, ou se entra é por pouquíssimo tempo, as melhores plantas a serem usadas são as de sombra ou as de luz difusa. Mas lembre-se, nesse último caso, é necessário que o ambiente seja extremamente claro. O que é isso? É um ambiente onde entra bastante luz do dia, a luz que vem do azul do céu (calota celeste).

Então quais são as plantas fáceis de cuidar, de comprar e apropriadas para a luz difusa?

Vou citar alguns exemplos testados e aprovados para quem está iniciando. Vamos lá!

 Jibóia

É uma das plantas mais fáceis de se cultivar em ambientes internos. Suas folhas possuem diversos tons de verdes podendo conter manchas brancas ou amarelas. Possui crescimento acelerado e se não tiver um apoio tende a pender. Você pode ter muitas delas em sua casa, devido as variações disponíveis em lojas especializadas. Eu recomendo que seu uso não seja feito em locais externos, pois se trata de uma planta exótica considerada invasora no estado do Rio de Janeiro, com impactos ambientais na nossa flora local.

Jibóia comum – folha verde
Jibóia variegata – folhas com manchas brancas
Jibóia variegata – folhas mais compactas com manchas brancas
Jibóia limão – folhas claras

Filodendros

É um gênero de plantas de folhagens ornamentais muito admiradas pelos paisagistas. Eu amo os filodendros e sempre recomendo alguns deles para interiores:

Filodendro Imbê

A folha do filodendro imbê quando jovem parece a folha da jibóia, mas com o tempo ganha o formato mais alongado e em forma de coração. São de coloração verde escuro e possuem brilho.

É uma planta nativa do estado do Rio de Janeiro, pode e deve ser usada em jardins externos. É bastante resistente e cresce muito, ganhando volume rapidamente. Também tende a pender.

Filodendro imbê

Filodendro Xanadu – É uma planta nativa do sudeste do Brasil. É delicada e tem o crescimento lento e compacto. Suas folhas são onduladas e escuras, sem manchas.

Filodendro Xanadu

Filodendro Brasil

Sua folha também lembra a folha da Jibóia, mas é mais fina e geralmente tem dois tons de verde. É uma planta delicada, de crescimento mais lento que o filodendro imbê e é nativa do Brasil.

Filodendro Brasil

Espadas e Lanças de São Jorge

Entre as espadas, espadinhas e lanças, você encontra uma grande variedade de cores e formatos. As folhas das Espadas de São Jorge são chatas e longas, geralmente de um verde escuro, podendo conter manchas brancas ou bordas amarelas. As Espadinhas de São Jorge são uma versão mais compacta das Espadas de São Jorge e possuem as mesmas cores e variações. Já as Lanças de São Jorge, possuem as folhas cilíndricas e são de um verde mais claro. Podem chegar a mais de um metro de altura.

São plantas muito resistentes, de baixa manutenção, porém de crescimento lento. Fazem lindos arranjos, quando combinadas em diversos tamanhos de vasos. Mas o que vale para as Jibóias também vale para elas. São plantas exóticas, consideradas invasoras no estado do Rio que devem ser evitadas a todo custo em paisagismos externos.

Espada de São Jorge

Existem várias outras plantas que são bem aceitas em interiores, desde que sejam cuidadas adequadamente, como samambaias (que precisam de bastante umidade), palmeirinhas (que precisam estar bem próximas às janelas) e serão tratadas em outros artigos.

Conselhos finais

Todas as plantas citadas precisam que o substrato (solo) esteja sempre úmido (mas não encharcado), sendo necessário regá-lo diariamente, principalmente no verão. Em épocas mais frias, pode-se regar dia sim, dia não.

Como manutenção das plantas é necessário retirar de vez em quando as folhas mortas e aplicar adubo apropriado pelo menos a cada dois meses.

Como substrato para os vasos (solo), procure usar os vegetais (ricos em matéria orgânica). Geralmente são mais higiênicos e por isso mais apropriados para interiores.

Prefira vasos esmaltados ou de plástico, pois mantém melhor a umidade da terra.

Sempre observe a aparência da planta. Ela deve estar com as folhas vistosas, vigorosas e firmes, caso o contrário, ela não está feliz onde está e pode até estar em sofrimento. Cabe então muda-la de lugar.

Como um ponto importante a ser observado, todas as partes dessas plantas são tóxicas se ingeridas. Deve-se mantê-las fora do alcance de crianças e animais curiosos!

Mônica Fischer
Arquiteta e Paisagista
Especialista em Construções Sustentáveis
Consultora GBC Brasil Casa®
mf@arquilog.com.br
(21) 99159-7817

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