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.Conheça minha pesquisa de espécies de plantas nativas do estado do Rio de Janeiro

Uma das estratégias do Paisagismo Sustentável é o uso de plantas nativas da região em que se está implantando o projeto. O uso dessas plantas, além de outros benefícios, garante a manutenção da biodiversidade local e proporciona alimentação própria para a fauna nativa, inclusive para insetos que ajudam no controle das pragas. Essas plantas se adequam mais facilmente ao regime de chuvas da região, diminuindo o consumo de água potável para irrigação.

Em meu blog, comecei uma pesquisa das espécies de plantas nativas do estado do Rio de Janeiro. Não é fácil achar a informação precisa da origem de cada espécie de planta usada em paisagismo, então é um trabalho bem lento, mas que eu adoro fazer.

Espécies de plantas nativas do estado do Rio de Janeiro

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Por Mônica Fischer
Arquiteta e Paisagista
Pós graduada em Construções Sustentáveis
Consultora GBC Brasil®
Técnica em edificações
adm@arquilog.com.br
(21) 99159-7817

Acnistus arborescens

(Marianeira ou Fruta do Sabiá)

Família: Solanaceae

Ocorrência: Ocorre na mata atlântica do litoral do Brasil desde o nordeste até o sul (Colecionando Frutas).

Características: Arvoreta caducifólia de 2 a 3 m de altura com ramos que ficam cobertos de flores brancas perfumadas. A planta é muito cultivada para atrair o sabiá e cerca de outras 45 espécies de pássaros. Os frutos tem agradável sabor para o consumo in-natura e para fazer sucos (Colecionando Frutas).

Mais informações: http://www.colecionandofrutas.org/acnistusarbores.htm

Acrocomia aculeata

(Macaúba)

Família: Arecaceae

Ocorrência: Pará até São Paulo, Rio de Janeiro e Mato Grosso do Sul, em Cerradões e matas semidecíduas (Lorenzi, 2010).

Características: 10-15 m de altura e tronco de 20-30 cm de diâmetro.

Adoro plantas, mas moro em apartamento. E agora?

Plantas em interiores melhoram a qualidade do ar, gerando oxigênio, absorvendo gases poluidores existentes e elevam a umidade do ambiente. Além disso, têm um efeito relaxante sobre as pessoas.

Mas plantas não vivem sem luz!

A primeira coisa que devemos pensar quando escolhemos plantas para interiores é a quantidade de luz que cada espécie precisa. Nesse sentido as plantas são classificadas em:

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Aegiphila integrifolia

(Pau de Tamanco)

Família: Lamiaceae

Ocorrência: Rio de Janeiro, Minas Gerais e São Paulo nas florestas semidecíduas e pluvial (Lorenzi, 2014).

Características: Árvore de 4-7 m de altura e tronco de 20-30 cm de diâmetro (Lorenzi, 2014).

As plantas e o ar que respiramos

Dentro de nossas residências existem poluentes que nos fazem mal, e nem sempre percebemos. Eles estão nas tintas e vernizes, madeiras, tecidos, papéis, produtos de limpeza que usamos, plásticos, fumaça do cigarro, partículas que entram pela janela se moramos perto de vias de muito movimento, e muitos outros. Num apartamento recém reformado, muitos desses poluentes são liberados durante meses dos materiais de acabamento que acabamos de usar. O cheirinho de apartamento novo contém compostos orgânicos voláteis, formaldeídos, etc, substâncias altamente nocivas a nossa saúde.

Esses poluentes nos trazem dores de cabeça, tontura, irritação no nariz, olhos e pele, problemas respiratórios, alergias, e problemas ainda mais graves se acumulados no organismo.

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Babosa de árvore

(Philodendrom martianum)

A escolha de espécies de plantas nativas para o paisagismo favorece a criação da identidade do usuário com a natureza local.

A Babosa de árvore é uma espécie nativa das florestas da Mata Atlântica do estado do Rio de Janeiro. É uma herbácea perene epífita de folhagem decorativa, que pode ser cultivada em vasos e jardineiras à meia sombra e em solo sempre úmido.

Como manter seu apartamento cheio de plantas, livre de mosquitos?

Mosquitos não são bem-vindos! Além daquela picadinha chata, a lista de doenças que eles transmitem não para de crescer. Se algum tempo atrás, a gente se preocupava com a dengue, hoje temos ainda a chikungunya, a zika e a febre amarela nos rodeando.

Outro dia eu vi a propaganda de um vaso anti dengue, sem furo de drenagem e sem pratinho para por embaixo, evitando assim o acúmulo de água parada. Ele possui no fundo da parte interna um dispositivo cheio de furos por onde a água excedente da rega escoa e se mantém separada da terra e evitando o encharcamento do vaso, que apodreceria a raiz.

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Heliconia angusta

Falsa ave do paraíso

Um dos preceitos do paisagismo sustentável é o uso de espécies de plantas nativas da região onde se está implantando o projeto. O uso de plantas nativas garante a manutenção da biodiversidade local e evita a introdução de plantas exóticas ou as chamadas invasoras no nosso ecossistema.

O Rio de Janeiro está inserido no bioma da Mata Atlântica, tendo inúmeras espécies fabulosas que podem ser usadas no nosso paisagismo. Mas lembre-se, as plantas devem ser sempre adquiridas em produtores responsáveis. Nunca deve-se colher plantas diretamente de nossas florestas, pois muitas dessas plantas se encontram em extinção na natureza.

A Heliconia angusta é uma espécie de heliconia endêmica do Brasil, ocorrendo exclusivamente na mata atlântica dos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Espirito Santo, Minas Gerais e Bahia. No paisagismo é muito admirada pelas cores exuberantes de suas flores, e é utilizada em jardins formando conjuntos ou ao longo de muros. Deve ser cultivada em solo fértil e bem drenado, e a meia sombra, ou seja, numa área que receba pelo menos 4 horas de sol direto por dia.